Por que a sua pele sofre tanto no inverno

Se a sua pele fica repuxada, áspera ou com coceira nos meses mais frios, não é impressão — e não é só “tempo seco”. Existe uma explicação fisiológica clara para isso.

Segundo a American Academy of Dermatology, a pele pode perder até 25% da sua umidade natural durante o inverno devido à baixa umidade e ao frio intenso. Isso acontece por uma combinação de fatores: o ar fica mais seco, a produção natural de sebo diminui, e os hábitos da estação — banhos mais longos e quentes, aquecedores em ambientes fechados — aceleram ainda mais a perda de água. Portal Leo Dias


O que realmente acontece com a barreira cutânea 

Ventos frios, baixa umidade, banhos quentes demorados e aquecedores internos removem rapidamente os óleos naturais, danificando a barreira cutânea. Quando essa barreira protetora se rompe, a pele não consegue reter a hidratação nem bloquear irritantes. Eucerin

É esse rompimento que explica os sintomas típicos do inverno: ressecamento, vermelhidão, sensação de queimação, descamação e sensibilidade repentina. Não é a pele “reagindo mal ao frio” de forma vaga — é uma estrutura de proteção que perdeu eficiência.


O que eu recomendo na prática

Trocar os banhos quentes por mornos. A água muito quente retira os lipídios naturais, prejudicando a função de barreira e levando à perda de hidratação. Banhos mais curtos também ajudam — quanto mais tempo de exposição à água quente, mais a barreira sofre.

Investir em ativos de reparação. Niacinamida fortalece a barreira cutânea e reduz a vermelhidão, enquanto ceramidas são lipídios essenciais que reconstroem a barreira protetora da pele. Esses dois ativos juntos formam a base de uma rotina de inverno eficiente.

Aplicar o hidratante no momento certo. Aplique o hidratante logo após o banho, quando a pele ainda está úmida, para ajudar a reter a umidade. Esse pequeno ajuste de timing faz diferença real na retenção de água.

Não abandonar o protetor solar. Engana-se quem acha que o protetor solar é dispensável no inverno — a radiação ultravioleta continua ativa mesmo nos dias mais cinzentos. Esse é um dos erros mais comuns que vejo na época mais fria do ano.

Trocar os tônicos adstringentes. Evite tônicos adstringentes com álcool e opte por águas termais ou calmantes. Reduza o uso de esfoliantes agressivos e ácidos esfoliativos em dias consecutivos. O inverno pede menos agressão, não mais. La Roche-Posay


Atenção especial para quem tem rosácea, dermatite ou psoríase

A consulta com um dermatologista pode ajudar a personalizar a rotina de cuidados conforme o tipo de pele e necessidades específicas, especialmente para quem tem doenças de pele como rosácea, psoríase ou eczema.

Essas condições tendem a piorar justamente quando a barreira cutânea está mais fragilizada — e o inverno cria exatamente esse cenário. Se você já tem um diagnóstico desses, o protocolo de inverno precisa ser ainda mais cuidadoso.


O inverno também é a estação certa para alguns procedimentos

Com menos exposição solar no dia a dia, esse é um bom momento para procedimentos que pedem cuidado redobrado com o sol — laser, peelings e microagulhamento se recuperam melhor nessa época, com menor risco de manchas pós-procedimento.

Se você quer ajustar a sua rotina para o inverno ou aproveitar a estação para tratar a sua pele com mais segurança, agende uma avaliação. 

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